Manual prático para identificação de motoristas

A popularização dos vidros escuros nos automóveis fez com que boa parte dos motoristas ficasse invisível para quem está do lado de fora. Entretanto, não é preciso ver a maioria deles para poder reconhecê-los. Se por um lado escondem seus rostos através da película fumê, deixam evidente traços de sua personalidade nos adesivos colados na traseira do carro.

Não é preciso muito esforço para identificá-los. Algumas diretrizes estão a seguir:

"Eu paro na faixa"
Serial killer. Buzina sempre que o motorista da frente demora mais de meio segundo para arrancar quando o sinal abre, xinga pedestres e estaciona no lugar reservado para cadeirantes. 

"Crack nem pensar"
Traguista ocasional. Dirige (muito) bêbado ao menos uma vez por semana. 

"Bebê a bordo"
Oportunista. Acredita que o fato de ter uma cadeirinha no banco de trás o habilita, por exemplo, a estacionar em qualquer lugar.

"Jesus salva"
Mau caráter. Não hesita em cometer TODOS os crimes de trânsito, uma vez que tem certeza que está sendo perdoado pelo SENHOR. 

"Como estou dirigindo?"
Mal, né? E por que outro motivo haveriam de colar um adesivo desses no carro que te emprestaram?


Sobre o que realmente importa

Impressionante como um e-mail provocativo pode ter gerado tudo isso.

A Copa que interessa 

Que coisa mais boa é realizar e ver realizado.


Chantagem sutil

A ideia original não é minha, é do Bill. Mas vou tentar levá-la adiante.

Especulou ele que, por conta da menor lucratividade da venda de discos é que hoje em dia podemos ver mais shows de grandes artistas internacionais em Porto Alegre, e não apenas bandas em fim de carreira ou totalmente mumificadas, mas também pessoal bom, no auge, etc e tal.

Seguindo essa lógica, poderíamos cogitar uma hipótese bem interessante: quanto mais eu e você baixamos músicas através dos P2Ps da vida, quanto mais o download livre se alastra, quanto mais eu você preferimos não dar um centavo sequer pra qualquer banda que seja, mais o pessoal da música depende de apresentações ao vivo para sobreviver, e quanto mais precisa dessas apresentações, mais chance de um grande artista cogitar a tour pelo FIM DO MUNDO pra ganhar uma grana extra. Porto Alegre, por exemplo.

Ou seja, na prática, a pirataria aumentaria as chances dos fãs verem seus ídolos ao vivo. Uma espécie sutil de chantagem.

Pelo visto, vem dando certo.


Um video nada original

Copio descaradamente Liques e Dodôs. Não tenho imagens tão boas, não descobri como usar flashforward nem slowmotion e houve certa animosidade entre eu e o iMovie, que usei pela primeira vez e não curti muito, pra falar a verdade. Esse tipo de vídeo, acompanhado de música, sempre dá um tom épico ou dramático ou simplesmente ERRADO às coisas que vão aparecendo. Ainda assim, me parece a única maneira de rever essas imagens de tempo em tempo. Até porque eu nem ninguém teria paciência de ver em separado mil trechos mínimos espalhados por aí.

 


Euro 05 06 from gusfaraon on Vimeo.


Ferramentas do passado

Como faço todo fim de década (ns), estou oficialmente abandonando algumas ferramentas e tecnologias completamente obsoletas nestes tempos atuais de ultra-modernidade-conteporânea líquida, fluida, gósmica, como queiram. São acessórios que não servem mais para nada nos tempos de hoje e que, creio, todo mundo deveria praticar o desapego e se livrar deles também.

- Facebook

- Orkut

- Outlook

- Formspring

- Câmera fotográfica digital não-profissional

- iPod

- Telefone fixo

- Dinheiro físico

- Trema

- DVD

- Curriculum Vitae

 

Use os comentários para acrescentar outras pinoias ultrapassadas.

 

Em breve aqui neste espaço as tecnologias e ferramentas do futuro.



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