Um video nada original

Copio descaradamente Liques e Dodôs. Não tenho imagens tão boas, não descobri como usar flashforward nem slowmotion e houve certa animosidade entre eu e o iMovie, que usei pela primeira vez e não curti muito, pra falar a verdade. Esse tipo de vídeo, acompanhado de música, sempre dá um tom épico ou dramático ou simplesmente ERRADO às coisas que vão aparecendo. Ainda assim, me parece a única maneira de rever essas imagens de tempo em tempo. Até porque eu nem ninguém teria paciência de ver em separado mil trechos mínimos espalhados por aí.

 


Euro 05 06 from gusfaraon on Vimeo.


Ferramentas do passado

Como faço todo fim de década (ns), estou oficialmente abandonando algumas ferramentas e tecnologias completamente obsoletas nestes tempos atuais de ultra-modernidade-conteporânea líquida, fluida, gósmica, como queiram. São acessórios que não servem mais para nada nos tempos de hoje e que, creio, todo mundo deveria praticar o desapego e se livrar deles também.

- Facebook

- Orkut

- Outlook

- Formspring

- Câmera fotográfica digital não-profissional

- iPod

- Telefone fixo

- Dinheiro físico

- Trema

- DVD

- Curriculum Vitae

 

Use os comentários para acrescentar outras pinoias ultrapassadas.

 

Em breve aqui neste espaço as tecnologias e ferramentas do futuro.


Quando um e-mail inútil não é um e-mail inútil

Sou da geração que deleta e-mails sem sequer abri-los, pois se considera capaz de saber seu conteúdo apenas ao observar o assunto.

Se é proveninente de uma empresa e tem assunto genérico, lixo. Se começa com Fw:, lixo. Por via das dúvidas, lixo.

Anteontem, por alguma sentimento divino (alô Inri Cristo) que não se explica, resolvi abrir & ler um e-mail encaminhado daqueles que fazem apelos: veja isso, participe daquilo, atenção com aquilo outro.

Basicamente, dava um número para ligar. Dizia que era grátis. Dizia que era um espécie de consulta popular hipersecreta sobre um projeto de lei em trâmite no Congresso que proíbe a cobrança de mensalidade pelas companhias telefônicas, que ficariam no direito apenas de cobrar por ligação (mazomenos isso) e que mídia má (e bobona) estaria segurando a informação porque é maligna & horripilante, etc.

Talvez imbuído de certo espírito de porco de provar que aquilo era balela e retornar a mensagem de uma maneira desaforada para o remetente, comprovando minha superioridade por não acreditar em lendas urbanas & e-mails em massa, eis que liguei para o tal número: 0800-619619. Medo.

Uma gravação me atendeu. Surpreendentemente, confirmou o que dizia o e-mail: a voz explicou que tratava-se de uma consulta pública por telefone sobre o projeto de lei 5476. Uau! Mandou eu discar 1 se quisesse opinar. Disquei. Em seguida, tal como o Você Decide da Globo, mandou discar 1 caso fosse a favor da proposta e 2 caso fosse contra a ideia. Disquei 1 again. A voz agradeceu minha participação. Fiquei incrível.

Uau! Foi muita cidadania participativa de qualidade pra uma ligação gratuita só.

Pensando que ia desmascarar o boato do e-mail, acabei comprovando a existência de algo muito, muitíssimo mais raro: um e-mail em massa verdadeiro

Então, caros leitores, quem quiser exercitar sua citatinanza, ligue lá pro número aquele acima.

E uma dica para quem escreve esse tipo de e-mail: combinar nove tipos de fontes, seis tamanhos diferentes, luzes piscantes e pontos de exclamação não ajudam a dar credibilidade para o seu apelo.


Phoenix

No vocal, Kirsten Dunst.

 

 

Na guitarra, Mark Ruffalo.

 

 

Boa banda, apesar disso.


Viajar

Frequentar de novo o ambiente acadêmico, agora com um pouquinho mais de distanciamento, faz perceber coisas ótimas que antes passavam em branco. Como o seguinte diálogo:

- Só comecei a trabalhar agora, pois no começo do curso eu tava viajando.
- Ao menos tu tava fazendo alguma coisa. Pra onde tu foi?
- Não, viajando na maionese mesmo, ratiando.
- Ah, tah.

É como o velho ditado: há males que são uma merda; os outros são uma bosta. Nenhuma das duas opções tem nada a ver com o descrito acima. Ficar ratiando é uma das coisas boas da vida, mas infelizmente ninguém sabe aproveitar bem o momento. Se um dia vier a dar aulas para calouros universitários, recomendarei que rateiem com sabedoria.



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