Eleição aleatória

Enquanto a última pesquisa do Ibope antes da eleição apontou empate técnico entre Olívio Dutra (PT) e Yeda Crusius (PSDB) na disputa pelo segundo lugar na eleição ao Governo do RS, e a RBS, pela primeira vez na história, preferiu não encomendar pesquisa boca-de-urna, a Band, em cobertura pela TV, divulga boca-de-urna que mostra Germano Rogotto (PMDB) e Olívio Dutra (PT) brigando pau a pau pela primeira posição, com 36% e 34% dos votos, respectivamente. Mas, na verdade, pela contagem dos votos, com 33% das urnas apuradas, quem está na frente até agora é a Yeda, 9 pontos à frente de Rigotto e 10 de Olívio. Vai entender.

Update I: Pesquisa boca-de-urna realizada por este sítio indica Cristóvam Buarque presidente do Brasil no primeiro turno.

Update II: Reta final sensacional na apuração dos votos para o Governo do RS. Com 67,99% das urnas abertas, Yeda segue na frente, com 33,49%, seguida cada vez mais de perto pela dupla Olívio e Rigotto, ambos com 26,87%, Olívio na frente por 67 votos. Este sítio aposta no efeito Barrichelo, e um segundo turno entre petistas e peemedebistas, ficando a tucana de fora.

Update III: Enlouquecido na Rádio Gaúcha, Paulo Sant’Anna constata: PT ganhando na Bahia, vão expulsar a Ford de lá.

Update IV: Com 41,37% dos votos apurados para a presidência, Lula (PT) ganha por uma diferença inesperada de apenas 3 pontos percentuais de Geraldo Alckmin (PSDB). Até aqui, todas as pesquisas erraram absolutamente tudo. Inclusive a deste sítio, que apontou erradamente o candidato trabalhista ganhando no primeiro turno, enquanto a apuração mostra Cristóvam com apenas 2,98%.

Update V: Leituras apressadas dão conta de que os eleitores de Rigotto, no ímpeto de tirar Olívio Dutra da disputa no segundo turno, votaram em Yeda e protagonizaram o maior tiro no pé da história política recente do Rio Grande do Sul. Mas ainda há tempo para uma nova virada.

Update final: Manuela D’Ávila praticamente certa em janeiro na Playboy.


Rumo à imortalidade

E para quem não é prostituta, mas gostaria de aparecer retratado em um livro, eis a solução mágica. O escritor Jason Johnson, considerado o “Irving Welsh irlandês”, está vendendo a vaga de personagem do seu próximo romance. Quem der o lance mais alto em seu site, levará as honras. Quanto aos motivos do leilão, Johnson é bem claro: “puramente financeiros, tenho que pagar minhas contas”. Então tá. Notícia completa aqui.


Hooker-lit?

Marise é o nome de trabalho de Vanessa. Em casa, uma mãe dedicada. Na faculdade de enfermagem, uma aluna esforçada. Nos hotéis e motéis onde atende, uma garota de programa muito requisitada por conta dos anúncios de jornal, nos quais vende com criatividade sua beleza e seus atributos, sozinha ou em dupla. Em 2003, ela começou a escrever um diário, falando sem censura de seus programas, das taras de seus clientes, da cafetinagem, das orgias, das casas de swing, da vida das ruas e nas boates. Vanessa também mostra a relação com a família e as amigas, as frustrações com os homens que amou, como entrou nessa vida.

Depois de Raquel Pacheco - quer dizer, Bruna Surfistinha -, agora é a vez de Vanessa de Oliveira - ou será que é melhor Marise - mudar de vida da maneira mais pública possível. A exemplo da primeira, Vanessa está lançando um livro, O diário de Marise - A vida real de uma garota de programa, pela Editora Matrix, onde conta todas as dificuldades da profissão, curiosidades, aquela cousa toda. A diferença básica entre as duas - entre Bruna e Marise, não entre a Vanessa e a Marise nem entre a Renata e a Bruna - é que a ex-prostituta escritora da vez claramente se pretende culta e politizada, usa expressões como “a priori”, dá discursos sobre preconceito entre outras coisas, o que, na verdade, me faz pensar sobre o que, de fato, há nas 416 páginas de seu livro.

Tá virando moda essa história de prostituta virar escritora. Não pode ser coincidência. Há muito mais em comum entre essas duas profissões do que se pensava. Ainda não sei o que é, mas não tenho dúvidas que em breve surgirão trabalhos acadêmicos analisando o fenômeno, no exato momento em que a lista dos mais vendidos da Veja estiver com oito livros dessa natureza e a Academia Brasileira de Letras homologar o troço como gênero literário.



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