Teste de identificação de opinião imbecil
Este é o discurso padrão atual de 9 em cada 10 jornalistas esportivos deste país. Para quem não percebeu na entrelinha, o texto contém o reconhecível ranço pauli-carioca. Quem prestar atenção aos colunistas, assistir aos programas de debates e mesas-redondas esportivas, essencialmente futebolísticas, irá se deparar com variações mínimas deste mesmo discurso. Proponho um exercício, no entanto. Imagine este discurso sendo empregado alguns meses atrás, à época da enésima conquista da geração multicampeã de vôlei do Brasil. Imagine agora um time de craques como Marco Antônio Rodrigues, Galvão Bueno e Milton Neves o proferindo. Ou melhor, o Armando Nogueira. Agora altere no texto acima o termo “treinador” por “Bernardinho” que a demência acaba de vir à tona.“Treinador não tem nada que ficar à beira do campo de jogo gritando, berrando, fazendo encenações, criticando a arbitragem descontroladamente e tendo acessos de fúria com o próprio time. Isso incita a torcida e cria todo um clima de violência em torno do espetáculo. Além disso, está mais que provado que o treinador ficar sentado durante a partida inteira ou usar a sua área técnica não faz absolutamente nenhuma diferença. Phill Jackson, treinador do legendário time do Chicago Bulls disse isso, o próprio Vicente Feola dormia no reservado. Acho que os árbitros deveriam ser ainda mais rigorosos e expulsar o treinador assim que ele fizesse qualquer tipo de manifestação que tente interferir no normal andamento da partida ou na condução da mesma.”


