Nova arena gremista

Fonseca alertou e Solou provocou, então aqui uma primeira reflexão sobre este possível novo estádio do Grêmio.

Em primeiro lugar, gostaria de refutar o argumento mais utilizado para tratar do tema, o de que o Estádio Olímpico foi palco de muitas conquistas e possui todo um legado histórico, e que, portanto, estaria fora de questão a sua demolição. Parece ponto pacífico que, havendo a possibilidade de uma remodelação do estádio que preservasse ao menos o seu local, aos moldes do que foi feito no Olympiastadion de Berlim (foto acima), esta seria a opção ideal, uma vez que não vejo sentido em manter a fachada original do Olímpico. No entanto, na impossibilidade de a nova construçõa ser erguida no Largo dos Campeões nº 1, tenho fortes razões para preferir a demolição do Monumental à construção de uma arena em outro local de Porto Alegre.

O Olímpico não é a casa original do Grêmio. Muito embora décadas vitoriosas tenham construído uma ligação muito forte entre a torcida e o gigante de concreto da Azenha, as origens do clube remontam à Baixada dos Moinhos de Vento. O mesmo vale para o rival Inter, que trocou o tradicional campo dos Eucaliptos pelo Beira-Rio há não muito tempo, em 1969. Ao contrário do que fizera o Grêmio, o Inter decidiu à época preservar seu antigo estádio, pois que assim não se haveria de esquecer as “muitas conquistas e todo o legado histórico” citado anteriormente. Nem todas essas conquistas e toda a história foram suficientes, no entanto, para fazer o Inter voltar ao velho estádio em seus momentos capitais desde lá. Ao contrário, o Estádio dos Eucaliptos ficou décadas abandonado, apodrecendo ano após ano, até ser finalmente transformado em um amontoado de quadras de grama sintética alugados para jogos recreativos. O carinho da torcida colorada não foi suficiente para livrar a antiga casa do abandono. Não creio que será diferente com o Grêmio. Caso seja mesmo construída a arena gremista em um outro lugar, o que será feito então do Olímpico?

Um dos motivos que faz o Grêmio pensar em um novo estádio, mais moderno, é a ociosidade do atual, que fica sem função durante 320 dos 365 dias do ano. Que dirá quando não mais abrigar os jogos oficiais do clube. Não seria lá também o centro de treinamento do time, tendo em vista a construção do CT de Eldorado. Um Olímpico sem função seria um fardo pesado demais para o clube levar nas costas. Assim, me parece inevitável que uma área tão grande como aquela, inutilizada, acabe abandonada e se deteriorando até que as melhores lembranças tricolores se transformem numa ruína gigantesca, em um verdadeiro cemitério. Sem contar as implicações que uma edificação destas proporções, se abandonada, tem para a arquitetura e planejamento urbano da cidade. Eu prefiro ver o Olímpico demolido a vê-lo um lixo.

É claro que a construção deste novo estádio tem implicações muito maiores e mais importantes do que o que será de seu antecessor. Uma delas, por exemplo, é para que tipo de futebol ele estará sendo pensado, construído e destinado. Mas essa discussão fica para um próximo post.


Chora, Furtadão!

O incrível filme dirigido por mim já conta com mais de 2 mil views, que é como se diz espectadores desde que o cinema encolheu de uma telona para um quadradinho de merda no canto do monitor. Esse número expressivo, creio, me coloca no hall dos diretores com maior sucesso de bilheteria da história do cinema gaúcho, visto que não obtive qualquer prejuízo ou mesmo causei prejuízo ao Estado. Em quantidade bruta de espectadores, perde apenas para os filmes oficiais do Grêmio e do Inter, salvo se eu estiver equivocado.


Golo do Grêmio

Este site é revolucionário. Simplesmente liberta o cara de ter que esperar o Lance Final, depois do Tele-Domingo.


Vc n pode perder essa 9dade!

Já que a palavra do momento é demência, todo mundo fala em demência, escreve em demência, cria subdivisões e diversas modalidades de demência, colaborarei:

Não satisfeito em transmitir em plena tarde, no canal Telecine Premium, um filme cujo título é “O Terceiro Olho”, a GloboSat, certamente na tentativa de repassar maior audiência ao Canal Brasil, resolveu extrapolar na demência: trocou a língua portuguesa pela gíria internética na legenda.

Brincadeira à parte, não é possível sequer suspeitar qual seja a intenção da medida infame tomada pela emissora. Se o objetivo era facilitar a leitura, obviamente fracassou. Se era conquistar um público adolescente, seria mais inteligente colocar mais reprises de American Pie na programação.

Mas a conseqüência da legenda internética é a seguinte: garante que o espectador não consiga entender a legenda nem acompanhar o filme, uma vez que permanece em estado de choque durante as duas horas em que personagens ameaçam os outros de morte falando como meninas de 11 anos conversando em um chat. Melhor que isso, só se a tipologia fosse Comic Sans. Rosa!


Ovo neles

 

O cara-de-ovo da foto se chama Egg, Eggert Magnusson, é presidente da federação de futebol da Islândia (uma espécie de Ricardo Teixeira polar) e acaba de arrematar o West Ham United pela bagatela de 85 milhões de libras, aproximadamente R$ 340 mi, fora as dívidas do clube que somam mais 23 milhões. De libras. É apenas mais um clube britânico a entrar na lista dos comprados por estrangeiros, junto com Chelsea, Manchester United, Fulham e Aston Villa.

A primeira conseqüência disso deve ser o desemprego do duo argentino Tevez e Mascherano, que até agora acumulou fracassos retumbantes em Upton Park. Como eles são jogadores do Kia, ex-dono do Corithians e que perdeu para Magnusson a briga pela compra do clube do leste de Londres, há quem diga que seus destinos são mesmo a Gávea. Se urubu gosta mesmo é de carne morta, pode ser uma boa, mas que não tratem de ressuscitar.

A segunda conseqüência tem proporções muito maiores. O chairman islandês já disse que não descarta a possibilidade de uma mudança de casa por parte dos Hammers. Segundo ele, a compra do West Ham significava levar junto Upton Park - estádio simpático, construído em formato de castelo, com capacidade para 35 mil pessoas - mas o objetivo parece mesmo adonar-se do imponente Estádio Olímpico que será construído para as Olimpíadas de 2012, na capital inglesa.



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