Muita informação = nenhuma informação

Fuçando e fuçando atrás de dados e números concretos sobre o Google enquanto negócio, acabei por encontrar este completíssimo balanço anual da companhia referente ao exercício 2006.

Ali, acredito, consta absolutamente TODO o segredo do sucesso desta empresa. E acho que é justamente por estar no meio daquela trolha toda que NINGUÉM consegue descobrir qual é.


Paradoja espeluznante

Não deixa de ser engraçado que quase todos os defensores mais radicais de iniciativas como o Google Book Search sempre façam alusão ao famoso texto "La Biblioteca Total", de Jorge Luis Borges, publicado na edição de agosto de 1939 da revista Sur. Isto porque, se dependesse do próprio Google Book Search, jamais conseguiríamos ler o texto, e teríamos que nos satisfazer com a visualização limitada ou de trechos do mesmo. Entretanto, não é preciso quase nenhum esforço para, através da ferramenta normal de busca do Google, encontrarmos ele integralmente disponível em sites de terceiros, em várias línguas.


Sem queixume

A postagem por aqui, e isto é bem verdade, nunca foi das mais freqüentes. Ainda assim, vejo por bem avisar a todos que minhas assiduidade encarnando o corpo de blogueiro tende a diminuir ainda mais.

Isso por conta, principalmente, do saudosa monografia de final de curso, que consome algum tempo. Claro que qualquer pessoa com um mínimo de decência não sai por aí se queixando desse tipo de coisa: e não é o caso. Acontece que nos próximos meses usarei este espaço pra falar algumas coisas aleatórias sobre o TCC. Acredite se quiser, preciso fazer isso pra me formar, uma vez que nisso consiste meu PROJETO ESPECIAL. É, não pergunte.

Bueno. Minha monografia será baseada nisso aqui.

Vou pipocando por aqui as coisas legais que for encontrando no transcorrer do processo, que não parecem ser poucas. Muita coisa por futricar, algumas coisas por ler.

Aproveitem o tempo livre para tentar encontrar algum livro digitalizado em português, de domínio público e que não seja um documento histórico ou processo legal.


Não era tão difícil prever

No dia 14 de julho de 2006, mais de um ano atrás, escrevi, aqui neste blog, o seguinte:

Há semanas recebo a revista Veja por debaixo da porta no domingo no afã de encontrar logo na capa a chamada para a reportagem-denúncia mais óbvia e com maior potencial destruidor em algum tempo. Ou muito me engano ou a revista Veja está trabalhando silenciosamente nos bastidores político-econômicos do caso Varig.

Como registrado, eu considerava a reportagem uma pauta ÓBVIA e estranhava o silêncio da Veja. No final do mesmo post, ainda fiz a seguinte aposta:

Apostaria que a matéria sai na segunda edição de agosto, que é quando as eleições já estão mais quentes, e que dificilmente fica de fora gente da cúpula do PT e do governo, da Anac, da Tam (que agora lidera o mercado doméstico com 47,6% de market share) e da Gol (que fica com um pouco menos que isso).

Não é só o governo que, indesculpavelmente, precisa que uma tragédia aconteça para mover-se contra os seus interesses e olhe pelo interesse público. A imprensa funciona da mesma maneira. Se EU, que não tenho FONTES, INFORMAÇÕES PRIVELEGIADAS nem uma EQUIPE DE INVESTIGAÇÃO, já considerava óbvias algumas relações estranhas na aviação civil brasileira, não posso acreditar que a imprensa nem sequer as cogitasse, ao ponto de passar totalmente em branco sobre o assunto.

O governo foi completamente omisso, não cumpriu o papel que dele se exige e tem responsabilidade sobre esse monte de lixo. Mais de 350 pessoas precisaram morrer entre acidentes de TAM e Gol para que resolvessem fazer o seu trabalho.

A imprensa agiu da mesma forma.


Internet a bordo

O que mais assusta nessa matéria não é o fato de a American Airlines estar planejando disponibilizar a partir do ano que vem, ainda em fase de testes, conexão banda larga para os seus passageiros. O que assusta é dar-se conta de que estamos em 2007, época em que certamente deveríamos estar andando por aí em discos voadores da volkswagen e termos cada um nosso robô-faxineira, e ainda nem sequer vencemos totalmente a barreira imbecil do uso de aparelhos eletrônicos dentro de aeronaves.

O simples fato de existir aquele papel indicando quais são os aparelhos permitidos a bordo é em si só uma vergonha completa. Não sou, definitivamente, um technofreak, mas esse tipo de restrição estar vigente até hoje é um fracasso monumental da capacidade humana.

Como um dos últimos exeplares da nossa espécie ocidental bem alimentada a não possuir ainda um laptop, eu, na prática, pouco ou nada sou afetado por isso. No entanto, se lembrarmos que a Restinga tem conexão wireless, vemos que há nessa defasagem alguma falta de vontade, no mínimo, digamos. Como resultado, temos que uma grana preta está deixando de circular pelo mundo.

Eu, se tivesse um laptop com acesso à internet durante um võo transcontinental e viajasse pela American, correria o risco de encomendar uma pizza, comprar remédios para dormir ou simplesmente encher a caixa de e-mails da companhia com reclamações sobre a idade avançada das aeromoças, a qualidade da comida e a inclinação de cerca de… DOIS graus das poltronas. Se uma pessoa por vôo fizesse o mesmo, sem dúvida geraríamos demanda de postos de trabalho no SAC da companhia. Por outro lado, também correríamos o risco de ter motoboys invadindo o nosso já tã confuso espaço aéreo.



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