O que mais assusta nessa matéria não é o fato de a American Airlines estar planejando disponibilizar a partir do ano que vem, ainda em fase de testes, conexão banda larga para os seus passageiros. O que assusta é dar-se conta de que estamos em 2007, época em que certamente deveríamos estar andando por aí em discos voadores da volkswagen e termos cada um nosso robô-faxineira, e ainda nem sequer vencemos totalmente a barreira imbecil do uso de aparelhos eletrônicos dentro de aeronaves.
O simples fato de existir aquele papel indicando quais são os aparelhos permitidos a bordo é em si só uma vergonha completa. Não sou, definitivamente, um technofreak, mas esse tipo de restrição estar vigente até hoje é um fracasso monumental da capacidade humana.
Como um dos últimos exeplares da nossa espécie ocidental bem alimentada a não possuir ainda um laptop, eu, na prática, pouco ou nada sou afetado por isso. No entanto, se lembrarmos que a Restinga tem conexão wireless, vemos que há nessa defasagem alguma falta de vontade, no mínimo, digamos. Como resultado, temos que uma grana preta está deixando de circular pelo mundo.
Eu, se tivesse um laptop com acesso à internet durante um võo transcontinental e viajasse pela American, correria o risco de encomendar uma pizza, comprar remédios para dormir ou simplesmente encher a caixa de e-mails da companhia com reclamações sobre a idade avançada das aeromoças, a qualidade da comida e a inclinação de cerca de… DOIS graus das poltronas. Se uma pessoa por vôo fizesse o mesmo, sem dúvida geraríamos demanda de postos de trabalho no SAC da companhia. Por outro lado, também correríamos o risco de ter motoboys invadindo o nosso já tã confuso espaço aéreo.