Grêmio como imagem do futebol de verdade
Estes vídeos com a entrevista totalmente sensacional concedida pelo Eduardo Bueno à ESPN em 2005 me levou até o livro Grêmio: nada pode ser maior, que eu queria pôr as mãos há tempos. Com a edição esgotada, recorri à biblioteca Schröeder. Quem lê a introdução, batizada de Entrada Dura, não larga mais. Minha atual escassez de tempo me obrigou a uma leitura dinâmica na madrugadinha de quarta pra quinta-feira passada.
É até meio constrangedor imaginar que um livro sobre um clube de futebol possa ser minimamente razoável. Mas aí que tá: não é um livro sobre o Grêmio, mas sobre o futebol enquanto esporte, competição, metáfora da vida. É um libelo irônico e debochado contra a transformação dele em espetáculo, confome já tratei aqui em outras oportunidades.
Recomendo, mesmo aos colorados, mas principalmente para Kerlon e seu séquito, representado na figura do GRANDE POETA Armando Nogueira.
Deixo aqui o parágrafo que abre o livro, que o grande lateral-direito Coelho certamente já conhece, mas o STJD nunca ouviu falar:
Futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado. Não é à toa que já houve quem o tenha chamado, muito propriamente, de "futebol-bailarino". Afinal, quem joga futebol-arte cedo ou tarde acaba dançando…


