Lá e cá

Ao mesmo tempo em que a temida RIAA processa deus e o mundo nos Estados Unidos por baixar músicas na internet, alegando que esta ação criminosa pode acabar com a indústria fonográfica e, junto com ela, grande parte do mercado disponível para músicos e artistas, vale notar como o avanço de novas tecnologias também abre espaço rapidamente pra atividades até então impensadas ou simplesmente revitaliza setores inteiros.
Se por um lado o download de arquivos de música através de programas P2P pode, sim, deixar a Madona menos milionária, por outro há inúmeros casos de pequenas bandas que despontaram graças a este artifício e hoje sobrevivem da música, como o sempre lembrado Conjunto Comercial. Junto destas novas bandas – e isso eu nunca havia reparado, até um alerta recebido hoje – há toda uma crescente gama de outros profissionais emergentes surgindo de carona.
Além de groupies que só conseguem exercer efetivamente esta função graças à internet, há também uma nova geração de produtores, iluminadores, donos de novas casas de shows (ou ex-donos, no caso) e novos fotógrafos. Estes últimos são beneficiados pelo cruzamento de duas novas tecnologias, pois além da evaporação completa do sal de prata, é em grande medida graças a esses P2Ps e à promíscua troca de arquivos de música que lhes é possível acompanhar as novas bandas para construirem seus portfólios fotográficos. Sem contar, claro, na infinidade de softwares (em especial o Flickr) que possibilitam o armazenamento e disponibilização do material inclusive de profissionais não-iniciantes, como Gustavo Vara, da PressPhoto.
Se duvidas, então podes ver alguns exemplos aqui: Pedro Cupertino, César Ovalle, Luiz Alberto “Tatu”, Lourenço Fabrino "Luringa" e Rodrigo Bertolino.
Foto do Flickr de Pedro Cupertino.



a madonna menos milionária? ela saiu da warner e fechou um contrato de dez anos com a live nation, 120 milhões de dólares. download away!
Comment by bruna — 18 October, 2007 @ 6:57 am
valeu jesus. :D
Comment by cuper — 20 October, 2007 @ 11:10 am