Documentários

Ontem finalmente consegui assistir a Ônibus 174, documentário do José Padilha. Excelente filme, excelente mesmo, apesar das 3 horas de duração. Isso me faz refletir sobre como documentário é um gênero que, em geral, eu aprecio muitíssimo, talvez seja a minha "veia de jornalista" sendo despertada em algum lugar. Recomendo o filme, sobretudo pra quem, como eu, estudou comunicação e agora não sabe muito bem o que fazer com o curso. Dá um bom panorama do circo da mídia em torno de crimes, muito embora isso jamais tenha sido a intenção do diretor, nem por um segundo.

Assim sendo, pretendo fazer uma empreitada relâmpago e ver vários documetários que, irresponsavelmente, deixei passar: Sicko, Edifício Master, The Corporation, Super Size Me, Notícias de uma Guerra Particular


O Uruguai já é aqui

Sempre ouvi falar que, caso o Rio Grande do Sul se separasse do resto do Brasil (coisa que muitos gaúchos defendem sem refletir muito bem), acabaríamos inextricavelmente nos transformando no Uruguai. Ou seja, um país de gente educada, porém terra completamente irrelevante economicamente, lotada de bois.

Hoje em dia, se sabe, um dos maiores problemas do Uruguai é o êxodo dos jovens educados. A ponte aérea Montevidéu-Madri (via Buenos Aires, of course) é tão comum quanto as linhas rodoviárias que por décadas levaram nordestinos a São Paulo. Em vista de expectativas muito melhores, esses jovens deixam o país na primeira chance, e raramente se arrependem (pouquíssimos voltam). O resultado prático é um Uruguai envelhecido e completamente estagnado pela incapacidade de seu próprio povo o empurrar pra frente.

Só que acabei de perceber que o Rio Grande do Sul não precisa se separar do Brasil para virar o Uruguai. Já estamos virando, se é que já não viramos.  

Nenhuma empresa grande, mesmo as gaúchas, mantém seu centro decisório aqui no Estado. Estão todos em São Paulo, em busca do dinheiro, e é por lá que a grana está.

Isso faz com que as pessoas também se virem pros lados de lá. Um terço dos meus amigos, recém formados, estão trabalhando na capital paulista e arredores.

Outro terço, lamentavelmente, saiu do Brasil sem perspectiva de volta, refazendo o caminho de seus antepassados italianos, portugueses, alemães, etc. É certo que quando se está lá fora se sai da condição de elite branca privilegiada para a de imigrante, normalmente visto com olhos desconfiados. Ainda assim, há lugares onde menos é mais, e mesmo trabalhos burocráticos bem simples são capazes de prover uma pessoa com muitíssimo mais dignidade do que certos trabalhos que requerem curso superior por aqui.

Do terço restante dos meus amigos, uma pequena parte apenas consegue se auto-sustentar, isso já ao redor dos 25 anos. Situação nada animadora, convenhamos. Essa parcela normalmente tenta a sorte em concursos públicos, que realmente representam hoje no Brasil uma das únicas garantias de estabilidade + remuneração decente, e acabam sendo o sonho de quase todo mundo (preciso reconhecer que não há retrato maior da falta de perspectivas do que almejar com todas as forças um carguinho público, por mais que eu cobice, no futuro, ser professor, talvez de uma instituição pública, e nutra alguma devoção doentia por esta atividade).

Não há caminho certo nem errado. Nem fácil.

Os que puderem, ajudem a limpar a lama.

Os que estiverem se afogando nela, escapem enquanto for tempo.

Boa sorte aos que se vão. Mais ainda pros que ficam. 


Rothão 2008 - Parcial II

1 - Faraônicos (G. Faraon) - 228,08 (88,22)

2 - Siete de Oro (V. Fonseca) - 195,83 (79,05)

3 - Próton FC (A. Savoldi) - 178,27 (63,32)

4 - Far$a FC (Zeh) - 168,08 (71,72)

5 - Lama (F. Dodô) - 151,35 (60,06)

6 - Fresnorock (P. Cuper) - 88,00 (53,62)

Nenhuma alteração na posição dos disputantes após a terceira rodada do Brasileirão. Faraônicos, com três atletas mais o técnico que acabaram na seleção da rodada, foi o maior pontuador do final de semana e abriu mais distância na dianteira, enquanto Far$a se aproximou perigosamente dos comandados de Savoldi. Cuper já balança no cargo após seu Fresnorock estar matematicamente rebaixado com menos de 10% das rodadas disputadas.

Em tempo*: Fresnorock é a única equipe a atuar no 4-3-3, enquanto as outras cinco adotam o ortodoxo 4-4-2. Não parece um bom negócio três frentes em um campeonato com média de gols inferior a 2,5. Baseado nessas estatísticas, estudo a adoção do 5-4-1 no Faraônicos, em homenagm ao treinador que empresta seu nome ao certame.


Tofú

Porra. São quase uma da manhã e, depois de trabalhar desgraçadamente muito durante um dia inteiro, na hora que eu posso ir finalmente dormir, acabo caindo no inferno REAL.

Não clique neste link AQUI.

É um jogo que não acaba nunca.

E é MEIO LEGAL. Mas é IMPARÁVEL.

Um clique e estarás fodido também.

Espero muito que todos cliquem e estraguem um dia inteiro.

Mas aviso que não cliquem, não posso ser tão pnc. 


Faraônicos lideram Rothão 2008

Pra quem não sabe, existe uma coisa chamada Twitter.

Como cada um o usa de uma maneira diferente, inventei a minha.

Lá no meu Twitter, resolvi que o interessado/curioso/perdido irá encontrar apenas informações relativas ao Faraônicos, meu time no Cartola FC, um jogo feito sob medida pra nerds viciados em futebol.

Por lá está rolando o Rothão 2008, um campeonato administrado por mim e que tem como único objetivo provar objetivamente que manjo mais de futebol que o resto dos meus amigos. Desde já convido quem quiser que participe (e perca) também. Caso eu comece a ir mal, pararei de dar publicidade aos resultados. hsuahshs

Tabela atual do Rothão 2008:

1 - Faraônicos (G. Faraon) - 139,86

2 - Siete de Oro (V. Fonseca) - 116,78

3 - Próton FC (A. Savoldi) - 114,95

4 - Far$a FC (Farsante Infiltrado) - 96,36

5 - Lama (F. Dodô) - 91,28

6 - fresnorock (P. Cuper) - 34,38

 



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