Mais filmes

Fim-de-semana com filmes aleatórios na conta. Além do WALL-E, excelente, assisti a alguns que deixei passar por descuido.

21, bonzinho pelo quesito jogatina desenfreada, Alpha Dog, médio pelo quesito protagonista com barba feia demais, e Dancer in the Dark, bom pelos quesitos bizarrices de linguagem e boa atuação.

O cardápio da semana prevê apenas documentários.

Recomendá-los-ei, ou não, lá por quinta-feira.


Melhor filme do ano

WALL-E Brilhante. Até os créditos VanGohgueanos e a mini-brincadeirinha que vem depois deles.


Às vezes fica legal

Quem está acostumado a escrever profissionalmente, sobretudo quando dispõe de pouco tempo para pesquisa e preparo do texto, sabe que raras vezes é possível dar aquele famoso pulo do gato, tendo uma idéia realmente nova para a abordagem de um tema que todo mundo irá comentar.

Essa semana, a maneiras que encontrei para falar do WALL-E, filme que estréia nesta sexta-feira nos cinemas, me agradou como raríssimas vezes acontece.

Talvez graças às reminiscências de uma matéria grande que fiz sobre os desenhos da Disney em dezembro passado, comecei a varrer mentalmente os tipos de personagens que costumam protagonizar as animações, até que acabei percebendo uma espécie de movimento comum de transformação desses personagens.

O texto não ficou primoroso, mas como boas idéias não costumam me visitar a cada cinco minutos, me sinto à vontade para recomendar a quem gosta de cinema que confira a matéria, publicada originalmente no CineSemana.


O futuro chegou, e é parecido com o Carandiru

No final de 2005, junto com alguns amigos, eu tentava explicar para um americano como eram as coisas no Brasil. Ao descrever as primeiras diferenças que ele notaria numa cidade como Porto Alegre em relação aonde estávamos, Amsterdã, citei a inexistência, na prática, de casas ou prédios de classe média pra cima sem murou ou grades, e um número assombroso de locais que já utilizavam a cerca elétrica como recurso de segurança.

Obviamente, o cara ficou chocado e achou que era mentira.

Meus compatriotas, acometidos por aquele patriotismo que surge sabe-se lá de onde quando estamos fora do nosso país, disseram que eu estava mentindo, exagerando, pintando um retrato pessimista e ficcional do Brasil, que as cercas elétricas eram coisas raríssimas, etc.

POIS BEM.

Atualmente, quem ouve o programa Sala de Redação no rádio pode conferir o comercial da empresa de segurança Rudder, que começa mais ou menos assim:

"Você acha que está seguro apenas com muros, grades e cercas elétricas?"

Aquela história de que os bandidos estão soltos e nós estamos presos se torna cada dia mais verdadeira por aqui.

Muro, grade, cerca elétrica e uma guarita com um guarda na espreita. Uma prisão? Não, a minha casa.

Não consigo lembrar que novo Produto de Segurança a Rudder vende no seu comercial. Mas posso imaginar coisas como uma bola de ferro de 4 toneladas para prender no pé e evitar ser levado por seqüestradores, construções fortificadas com placas de aço para evitar a escavação de túneis e, para dormir com bastante segurança, uma solitária sem janelas.


Advertising advertinsing

Até bem pouco tempo, tudo que eu sabia sobre um cidadão chamado Gustavo Mini era que tocava em uma banda chamada Walverdes. Foi quando tive que contactá-lo para que escrevesse um artigo para o CineSemana. Achei o artigo tri bom, acabei caindo no blog do cara, e nunca mais parei de ler.

O que há nisso de extraordinário? Que o blog é sobre publicidade.

Como quase todo jornalista, aprendi durante os anos de faculdade a odiar a publicidade com quase todas as forças, ódio baseado sobretudo em visões absolutamente superficiais e propagandas horrendas, copiadas descaradamente e que muitas vezes servem apenas para FORJAR uma imagem que absolutamente inexiste. É o caso desta merda completa que alguém criou para a Vale:


 

Desde que comecei a assinar os feeds do Conector (nome do dito blog), no entanto, tenho mudado um pouco esta impressão.

Não há muito mais o que dizer por aqui. Acho que um bom começo pra quem se interessa seria dar uma lida nos apontamentos do que de melhor o cara viu lá em Cannes.

Ou dar uma olhada neste vídeo que mostra como a publicidade pode ser bem mais prática do que eu imaginava:


 

Recomendo a leitura, por isso coloquei aqui nos meus favoritos.



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