Jornalismo premonitório

Ontem, na coletiva de imprensa de Pedro Juan Gutiérrez e Fabrício Carpinejar que antecedeu às suas conferências no Fronteiras do Pensamento, uma situação surreal:

Um jornalista do Segundo Caderno da Zero Hora pediu aos dois escritores que fizessem um breve resumo sobre o que falariam mais tarde naquela noite. No que Gutiérrez se negou a fazê-lo e sugeriu que ele fosse assistir à conferência, o repórter rebateu:

"Eu vou assistir, e com o maior prazer, mas acontece que eu tenho que fechar a matéria pro jornal antes do evento"

Claro que o jornalista não tem culpa alguma se a ZH não leva o evento da Copesul/Braskem a sério (deveria, eles anunciam pra caramba por lá), mas foi um comentário um tanto ingênuo.

Depois, me coloquei no lugar do cara e fiquei pensando o que faria se me visse colocado nessa sinuca desgraçada. Meio difícil, né?

Mas vâmo que vâmo, só esperando que as demais editorias do jornal mais importante do Bovinão (c) não sejam também adeptas do jornalismo premonitório.


Éter Físico 2

Segunda edição do melhor programa do rádio de todos os tempos da história do universo do mundo da América.

 


Tecnologia

Pentel P207 0.7Como fruto de uma manhã inebriante de sábado de puro estudo, me vejo absorvido pela completa superioridade do grafite em relação à tinta, de uma boa lapiseira sobre qualquer caneta de luxo ou pena de cisne.

 


Éter físico

Esqueci de avisar por aqui, mas ainda é tempo: com muito orgulho, participei da primeira edição do podcast Carta na Mesa, iniciativa do Fonseca, com a presença ainda de outros amigos de longo tempo. O assunto é futebol, e pretendo, é claro, participar de todas as próximas edições.

Muitas pessoas vieram falar comigo, e a maioria gostou. Eu gostei muito. A idéia é que a função se repita sistematicamente às segundas-feiras. Ouça abaixo:


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Livros pra olhar

Pra quem se interessa por livros + design, a edição n° 4 da revista Personnalité, do Itaú, traz na capa Elaine Ramos, diretora de criação da editora Cosac Naify.

Eu não conhecia a moça mas já era fã dela. É a culpada pelos livros mais bacanas editados no Brasil, e sobre um deles eu já escrevi aqui e aqui.



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