Post de despedida

É com muita tranqüilidade, embora não sem tristeza, que presto esta derradeira homenagem a ela. Estamos em pontos eqüidistantes de compreender a questão como um todo, mas, embora subestimado por alguns, ela sempre teve um papel importante, e sabe disso. O que fazer agora que ela foi tão eqüinamente aniquilada por uns cinqüenta burocratas, só por ser considerada antiqüíssima? Não agüento mais de saudades, só de pensar em abandoná-la. Não é uma questão de hábito, nem de preguiça, mas um verdadeiro laço sangüíneo.

Adeus.


Por docientas cabezas

Achei este vídeo enterrado em alguma das minhas pastas e achei que devesse compartilhar com o mundo. É a chegada do GP Bento Gonçalves de 2007. Capta bem o clima do Hipódromo do Cristal em corridas à tarde, em dia de clássico, bem diferente da depressão profunda que se abate sobre o Jockey Club porto-alegrense nas quintas-feiras à noite.



Brinde aos mestres de partida em 2009

Ontem fui ao happy hour de despedida do Luciano Pyw, um grande cara que está de malas prontas para o Fumaquistão, uma vez que trocou a vice-presidência da Dell no hemisfério sul pela alta diretoria do CityGroup (ou algo mais ou menos assim, muito próximo disso). Nunca deixo de ficar impressionado com a quantidade e diversidade de gente que esse cara é capaz de juntar ao seu redor. Certamente esse é um dos trunfos dele na vida, sabe disso e aproveita como ninguém. É uma pena que a gente não se veja mais seguido, e agora provavelmente ainda menos. Mas sempre que acontece, é uma grande satisfação. Apesar de sermos muito diferentes, tento me inspirar no Pyw em muitas coisas. Certamente fará parte do meu gabinete assim que eu assumir a presidência deste País, em poucos anos. Isto se a Máquina Pública estiver em ordem e puder arcar com os altos salários que este cara merece. Em breve, lançaremos em conjunto, com algum atraso, uma obra literária lunática chamada Diário de Bordo de Amsterdam 2005. Boa sorte ao Pyw.

Totalmente perdidos em Amsterdam 

Outro cara que arruma as malas neste momento é o Cagado, este pretendendo ser mestre ipsis litteris. Troca a sensacional Londres, onde sagrou-se campeão nacional inglês de futsal no comando técnico de uma equipe, para ingressar na carreira acadêmica em San Diego, na não menos sensacional Califórnia. Além de salvar a minha vida quando mendiquei pela Europa em 2005/2006, foi o responsável por me introduzir no sensacional mundo dos torcedores da Terceira Divisão do futebol inglês, algo que não seria capaz de traduzir aos leitores deste espaço se não fosse este registro feito em vídeo. É outro que fará parte da minha alta cúpula governamental, com toda certeza. Grande amigo. Um de seus talentos é ter nascido um cara naturalmente inteligente. O outro é ser baixinho e bater em todo mundo. Quando sob o efeito de álcool, tende mais para o segundo talento. Boa sorte ao Cagado.

No saudoso MaCh 


Mandei lavar meu blazer de tweed

Sou daquelas pessoas com mente de velhote, que acreditam que o ápice na carreira de um profissional, de qualquer área, é virar professor. Claro que por aqui a atividade é completamente desvalorizada, e muitos teriam realmente vergonha de confessar uma safadeza dessas, mas nunca escondi minha vontade de um dia, quem sabe, poder dar um murro na lousa ou me gabar de ter alergia a giz. Talvez por isso - que alguns classificariam como um fetiche maluco - resolvi voltar à vida acadêmica.

Hoje recebi a boa notícia: em 2009, começo o mestrado em comunicação na UFRGS. Espero que seja o primeiro passo pra me tornar, um dia, professor. Um bom professor, que tenha coisas boas e relevantes pra compartilhar com os outros. Não um cara legalzinho que faz piadas e conta hitórias curiosas na frente de um quadro-negro.

Meus agradecimentos públicos ao Marcelo Juchem, praticamente um orientador acadêmico, ao Vicente Fonseca, fervoroso incentivador da volta às aulas, além da minha consorte Gabi, é claro, por não achar vergonhoso viver com um cara que se formou jornalista e almeja dar aulas.

Lamento se decepcionei a todos não sendo um empresário miolionário, jogador de futebol ou ator da Malhação, por enquanto. É provável que eu tente alguma dessas coisas em seguida, pela experiência de vida.

Obrigado.


Very myself

Ontem, junto com o lançamento do livro de estréia do meu amigo Samir Machado de Machado, a Não Editora lançou o primeiro volume da revista virtual Cadernos de Não-Ficção. São ensaios ou artigos de crítica de literária e quetais.

Eu participo com um texto. Ele se intitula A literatura sem autor e sem papel: uma perspectiva distante.

É isso mesmo. Resolvi escrever em uma revista virtual que a literatura sem o papel não vale bosta nenhuma, o que talvez queira dizer muito sobre o quanto vale o meu artigo. Ou não.

Para descobrir, por enquanto, você tem que baixar a revista em pdf daqui. Logo, logo, entretanto, os não-editores prometeram que irão disponibilizá-la no site para o desfrute online.

A propósito, a revista ficou bonita uma barbaridade, e só de olhar dá uma pena de que jamais venha a ser impressa, o que por si só já prova que o meu ponto de vista está correto.

 



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