Sou daquelas pessoas com mente de velhote, que acreditam que o ápice na carreira de um profissional, de qualquer área, é virar professor. Claro que por aqui a atividade é completamente desvalorizada, e muitos teriam realmente vergonha de confessar uma safadeza dessas, mas nunca escondi minha vontade de um dia, quem sabe, poder dar um murro na lousa ou me gabar de ter alergia a giz. Talvez por isso - que alguns classificariam como um fetiche maluco - resolvi voltar à vida acadêmica.
Hoje recebi a boa notícia: em 2009, começo o mestrado em comunicação na UFRGS. Espero que seja o primeiro passo pra me tornar, um dia, professor. Um bom professor, que tenha coisas boas e relevantes pra compartilhar com os outros. Não um cara legalzinho que faz piadas e conta hitórias curiosas na frente de um quadro-negro.
Meus agradecimentos públicos ao Marcelo Juchem, praticamente um orientador acadêmico, ao Vicente Fonseca, fervoroso incentivador da volta às aulas, além da minha consorte Gabi, é claro, por não achar vergonhoso viver com um cara que se formou jornalista e almeja dar aulas.
Lamento se decepcionei a todos não sendo um empresário miolionário, jogador de futebol ou ator da Malhação, por enquanto. É provável que eu tente alguma dessas coisas em seguida, pela experiência de vida.
Obrigado.