Socorro Nobre

Pra quem gosta de documentários, o YouTube é quase uma bênção. Quase tudo se encontra por lá.

Deixo com vocês Socorro Nobre, de 1995, documentário curtinho, 23 minutos (e aqui dividido em 3 partes), dirigido por Walter Salles e fotografado por Walter Carvalho.





Enquanto o post não vem

Proficuidade não leva a nada.

Hoje, uma dica de arte: Baixo Calão.

 

KAZ INC, de El Guy: técnica mixmedia (lápis, guache, óleo / finalização digital)


25 motivos para eu não levar adiante o memê do momento

1. Que expressão odiosa essa memê. MÊ. MÊ. Mé.

2. Não consegui sequer ler por inteiro uma dessas "25 coisas sobre mim" escritas por outrem. Não vejo como eu mesmo poderia escrever uma.

3. Nada contra os adeptos, até leio uns e outros, mas fora alguns poucos momentos de primeira-pessoa neste espaço, o ardiloso afã de protagonismo virtual não me pega.

4. Menezes bota pressão via caixa de comentários. Se eu reaparecer depois das férias com um memê, ou pior, com uma listinha, perderei o leitor.

5. Como esperado, mais difícil que escrever um disparate desses, é produzir uma livre adaptação do original.

6. Em nenhum lugar diz que devem ser 25 coisas positivas/egraçadinhas/bacanas. Os participantes (ao menos a grande maioria deles) ignoram isso.

7. Quem foi o pretensioso que escolheu o número 25? 25 coisas boas, então. Por que não dez? Achar dez coisas significativas já seria suficientemente pra deixar Ghandi com insônia.

8. O número dez teria um paralelismo com os dez mandamentos. Estabelecer comparações com práticas sagradas ou se apropriar de coisas religiosas para uma bobagem de internet é sempre melhor.

9. Duvida?

10. Então sente só. Próximo memê: "Quais os seus dez mandamentos sagrados". Espalhem aí.

11. Os leitores de RSS do pessoal já estam cheios o suficiente numa segunda-feira. Na terça também. Na quarta inclusive.

12. A proficuidade de um blogueiro não leva a nada. Absolutamente nada.

13. A proficuidade de um blogueiro que não é "pro-blogger" leva a menos ainda.

14. De alguma maneira, não publicar esse tipo de coisa significa que você acredita que é lido pelo que escreve, e não por quem você é, mesmo que não seja absolutamente ninguém.

15. É salutar manter essa pretensão, acredite.

16. Às vezes, a separação feita acima, no item 14, não existe, aceito isso. Sei que deve haver gente que passa por todo blog só pra ver "o que tá rolando". Nesse caso, não publicar o memê é um bom método de iludir o leitor a pensar que você está quieto, pensando em algo digno de ser publicado.

17. Não passá-lo adiante evita que outros memês sejam inventados.

18. Cerca de 79% dos memês são lidos, copiados e respondidos em horário de expediente. Em tempos de crise, ignorá-lo e voltar ao trabalho é colaborar para o bem da economia mundial.

19. Nada contra a reciclagem, mas tudo tem um limite. Exemplos: árvores natalinas decoradas com garrafa pet, tampinhas de metal como assessórios de moda, memês.

20. Negar o inegável: que o memê representa aquilo para que 90% dos blogs servem.

21. Ao publicar um memê tão grande quanto este da vez, você automaticamente reconhece publicamente que tudo o que deixa de fazer é porque não quer. Há tempo de sobra. E muito. 

22. Deixar assim tão claro que há tanto tempo de sobra pode ser perigoso.

23. Zzz…

24. Jai Ho!

25. Que maratona! Mas veja bem: só porque é difícil pra caramba encontrar 25 motivos para não publicar o memê não significa que cair na tentação de publicá-lo de pronto é o melhor a fazer.


Idoso de férias

De hoje até depois do carnaval, este blog estará de férias, parado, inoperante. Ao contrário do que a maioria dos blogueiros faz, resolvi não programar posts para o período com conteúdo atemporal. Ao invés disso, deixo com vocês uma linda foto para que possam apreciar a cada vez que entrarem aqui e não encontrarem nada de novo - e escancaro que este post é apenas uma desculpa esfarrapada para publicá-la.

Até a volta.

 


O progresso vem a galope

Há alguns meses, no final de 2008, ouvi um spot publicitário no rádio que dizia: "Supermercados Zaffari agora aceitam cartões de crédito". Fiquei incrível, pensando se, dado o adiantado da hora (2008), não seria uma estratégia menos constrangedora simplesmente fingir que essa opção de pagamento sempre fora aceita desde… sei lá… desde 1990. Constrangedora não só para a empresa, mas para todos os gaúchos, afinal de contas, é o supermercado amado e preferido por 11 em cada 10 prendas e gaudérios.

Mas como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

Ou não. Por aqui, para muitas coisas, o nunca prevalece, ao menos por enquanto.

Por exemplo, ainda aguardo o dia em que vou ouvir um spot publicitário do supermercado concorrente dizendo: "Nacional 24 Horas agora funciona vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana". Talvez isso até já aconteça, mas ainda não foi o suficiente para me fazer esquecer do susto de vê-lo fechado, certa noite, num feriado.



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